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Sinapses Excitatórias e Inibitórias Imprimir E-mail

Artigo elaborado por Estudantes de Enfermagem

 

 

Autores (as): Dayse Suellem, Eliliane Correia, Fernanda Lima, Juliana Monteiro, Tayanne Nunes.

RESUMO

O sistema nervoso é responsável pelo ajustamento do organismo ao ambiente. Sua função é perceber e identificar as condições ambientais externas, bem como as condições reinantes dentro do próprio corpo e elaborar respostas que adaptem a essas condições.
A unidade básica do sistema nervoso é a célula nervosa, denominada neurônio, que é uma célula extremamente estimulável; é capaz de perceber as mínimas variações que ocorrem em torno de si, reagindo com uma alteração elétrica que percorre sua membrana. Essa alteração elétrica é o impulso nervoso.
Os neurônios precisam continuamente coletar informações sobre o estado interno do organismo e de seu ambiente externo, avaliar essas informações e coordenar atividades apropriadas à situação e às necessidades atuais das pessoas.
Compreendendo o processo de comunicação entre as células nervosas entendemos de onde vêm as nossas sensações, sentimentos, pensamentos,  respostas motoras e emocionais, a aprendizagem e a memória, a ação das drogas psico-ativas, as causas das doenças mentais, e qualquer outra função ou disfunção do cérebro humano.
Uma compreensão da transmissão sináptica é a chave para a o entendimento das operações básicas do sistema nervoso a nível celular. O sistema nervoso controla e coordena as funções corporais e permite que o corpo responda, e atue sobre o meio ambiente. A transmissão sináptica é o processo chave na ação interativa do sistema nervoso.

ABSTRACT

The nervous system is responsible for adjusting the body to the environment. Its function is to perceive and identify external environmental conditions and the prevailing conditions within the body to adapt and develop responses to these conditions. The basic unit of the nervous system is the nerve cells, called neurons, which is an extremely stimulable cell, is able to perceive the minute changes that occur around him, reacting with an electric change that runs through its membrane. This change is the electrical nerve impulse. Neurons must continuously gather information about the internal state of the organism and its external environment, evaluate this information and coordinate activities appropriate to the situation and current needs of the people. Understanding the process of communication between nerve cells understand where they come from our sensations, feelings, thoughts, motor responses and emotional learning and memory, the action of psychoactive drugs, the causes of mental illness, and any other function or dysfunction of the human brain. An understanding of synaptic transmission is the key to understanding the basic operations of the nervous system at the cellular level. The nervous system controls and coordinates all bodily functions and allows the body to respond, and act on the environment. Synaptic transmission is the key process in the interactive action of the nervous system.

1 INTRODUÇÃO


Os neurônios precisam continuamente coletar informações sobre o estado interno do organismo e de seu ambiente externo, avaliar essas informações e coordenar atividades apropriadas à situação e às necessidades atuais da pessoa (CARDOSO; 2000).
Os neurônios processam essas informações graças aos impulsos nervosos.  Um impulso nervoso é a transmissão de um sinal codificado de um estímulo dado ao longo da membrana do neurônio, a partir de seu ponto de aplicação. Os impulsos nervosos podem passar de uma célula a outra, criando assim uma cadeia de informação dentro de uma rede de neurônios (CARDOSO; 2000).
Dois tipos de fenômenos são envolvidos no processamento do impulso nervoso: os elétricos e os químicos. Os eventos elétricos propagam o sinal dentro de um neurônio, e os eventos químicos transmitem o sinal de neurônio a outro ou para uma célula muscular. O processo químico de interação entre os neurônios e entre os neurônios e células efetoras acontecem na terminação do neurônio, em uma estrutura chamada sinapse. Aproximando-se do dendrito de outra célula (mas sem continuidade material entre ambas as células), o axônio  libera substâncias químicas chamadas neurotransmissoras, que se ligam aos receptores químicos do neurônio seguinte e promove mudanças excitatórias ou inibitórias em sua membrana( CARDOSO; 2000).
Os neurotransmissores possibilitam que os impulsos nervosos de uma célula influenciem os impulsos nervosos de outro, permitindo assim que as células do cérebro "conversem entre si", por assim dizer. O corpo humano desenvolveu um grande número desses mensageiros químicos para facilitar a comunicação interna e a transmissão de sinais dentro do cérebro. Quando tudo funciona adequadamente, as comunicações internas acontecem sem que sequer tomemos consciência delas (CARDOSO; 2000).
Uma compreensão da transmissão sináptica é a chave para a o entendimento das operações básicas do sistema nervoso a nível celular. O sistema nervoso controla e coordena as funções corporais e permite que o corpo responda, e atue sobre o meio ambiente. A transmissão sináptica é o processo chave na ação interativa do sistema nervoso (CARDOSO, 2000)
Sinapses são as regiões de comunicação entre os neurônios, ou mesmo entre neurônios e células musculares e epiteliais glandulares. Dado que os neurônios formam uma rede de atividades elétricas, eles de algum modo têm que estar interconectados. Quando um sinal nervoso, ou impulso, alcança o fim de seu axônio, ele viajou como um potencial de ação ou pulso de eletricidade. Entretanto, não há continuidade celular entre um neurônio e o seguinte;  existe um espaço chamado sinapse. As membranas das células emissoras e receptoras estão separadas entre si pelo espaço sináptico, preenchido por um fluido. O sinal não pode ultrapassar eletricamente esse espaço. Assim, substâncias químicas especiais, chamados neurotransmissores, desempenham esse papel. Elas são liberadas pela membrana emissora pré-sináptica e se difundem através do espaço para os receptores da membrana do neurônio receptor pós-sináptico. A ligação dos neurotransmissores para esses receptores tem como efeito permitir que íons (partículas carregadas) fluam para dentro e para fora da célula receptora, conforme visto no artigo sobre condução nervosa (CARDOSO; 2000).
A direção normal do fluxo de informação é do axônio terminal para o neurônio alvo, assim o axônio terminal é chamado de pré-sináptico (conduz a informação para a sinapse) e o neurônio alvo é chamado de pós-sináptico (conduz a informação a partir da sinapse) (CARDOSO; 2000). Neste trabalho demonstramos o mecanismo da transmissão de informação entre neurônios através das sinapses, explicando todos seus efeitos químicos e fismológecos até a propagação dos estímulos excitatórios e inibitórios, sendo abordados biofisicamente.

2 SISTEMA NERVOSO

O sistema nervoso é responsável pelo ajustamento do organismo ao ambiente. Sua função é perceber e identificar as condições ambientais externas, bem como as condições reinantes dentro do próprio corpo e elaborar respostas que adaptem a essas condições.
Os estudos por microscopia eletrônica das terminações pré-sinápticas mostram que elas têm formas anatômicas variadas, mas a maioria se assemelha a pequenas dilatações redondas, ou ovóides, e, portanto, são chamados de botões terminais, boutons, pés terminais ou botões sinápticos (GUYTON; HALL, 2002).
A unidade básica do sistema nervoso é a célula nervosa, denominada neurônio, que é uma célula extremamente estimulável; é capaz de perceber as mínimas variações que ocorrem em torno de si, reagindo com uma alteração elétrica que percorre sua membrana. Essa alteração elétrica é o impulso nervoso.
As células nervosas estabelecem conexões entre si de tal maneira que um neurônio pode transmitir a outros os estímulos recebidos do ambiente, gerando uma reação em cadeia.

2.1 NEURÔNIO

Um neurônio típico apresenta três partes distintas: corpo celular, dendritos e axônio. No corpo celular, a parte mais volumosa da célula nervosa, se localiza o núcleo e a maioria das estruturas citoplasmáticas. Os dendritos (do grego dendron, árvore) são prolongamentos finos e geralmente ramificados que conduzem os estímulos captados do ambiente ou de outras células em direção ao corpo celular.
O axônio é um prolongamento fino, geralmente mais longo que os dendritos, cuja função é transmitir para outras células os impulsos nervosos provenientes do corpo celular. Os corpos celulares dos neurônios estão concentrados no sistema nervoso central e também em pequenas estruturas globosas espalhadas pelo corpo, os gânglios nervosos. Os dendritos e o axônio, genericamente chamados fibras nervosas, estendem-se por todo o corpo, conectando os corpos celulares dos neurônios entre si e às células sensoriais, musculares e glandulares.

2.2 CÉLULAS GLIA

Além dos neurônios, o sistema nervoso apresenta-se constituído pelas células glia, ou células gliais, cuja função é dar sustentação aos neurônios e auxiliar o seu funcionamento. As células da glia constituem cerca de metade do volume do nosso encéfalo. Há diversos tipos de células gliais. Os astrócitos, por exemplo, dispõem-se ao longo dos capilares sanguíneos do encéfalo, controlando a passagem de substâncias do sangue para as células do sistema nervoso. Os oligodendrócitos e as células de Schwann enrolam-se sobre os axônios de certos neurônios, formando envoltórios isolantes.

3 IMPULSO NERVOSO

A despolarização e a repolarização de um neurônio ocorrem devido as modificações na permeabilidade da membrana plasmática. Em um primeiro instante, abrem-se "portas de passagem" de Na+, permitindo a entrada de grande quantidade desses íons na célula. Com isso, aumenta a quantidade relativa de carga positiva na região interna na membrana, provocando sua despolarização. Em seguida abrem-se as "portas de passagem" de K+, permitindo a saída de grande quantidade desses íons. Com isso, o interior da membrana volta a ficar com excesso de cargas negativas (repolarização). A despolarização em uma regi&7atilde;g da membrana du~a apenas cerca de 1,5 milésimo de segundo (ms).
O estímulo provoca, assim, uma onda de despolarizações e repolarizações que se propaga ao longo da membrana plasmática do neurônio. Essa onda de propagação é o impulso nervoso, que se propaga em um único sentido na fibra nervosa. Dendritos sempre conduzem o impulso em direção ao corpo celular, por isso diz que o impulso nervoso no dendrito é celulípeto. O axônio por sua vez, conduz o impulso em direção às suas extremidades, isto é, para longe do corpo celular; por isso diz-se que o impulso nervoso no axônio é celulífugo.
A velocidade de propagação do impulso nervoso na membrana de um neurônio varia entre 10cm/s e 1m/s. A propagação rápida dos impulsos nervosos é garantida pela presença da bainha de mielina que recobre as fibras nervosas. A bainha de mielina é constituída por camadas concêntricas de membranas plasmáticas de células da glia, principalmente células de Schwann. Entre as células gliais que envolvem o axônio existem pequenos espaços, os nódulos de Ranvier, onde a membrana do neurônio fica exposta.
Nas fibras nervosas mielinizadas, o impulso nervoso, em vez de se propagar continuamente pela membrana do neurônio, pula diretamente de um nódulo de Ranvier para o outro. Nesses neurônios mielinizados, a velocidade de propagação do impulso pode atingir velocidades da ordem de 200m/s (ou 720km/h ).


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Figura 1

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: http://www.sobiologia.com.br/figuras/Histologia/sistema_nervoso.jpg&imgrefur.

4 SINAPSES

Um impulso é transmitido de uma célula a outra através das sinapses (do grego synapsis, ação de juntar). A sinapse é uma região de contato muito próximo entre a extremidade do axônio de um neurônio e a superfície de outras células. Estas células podem ser tanto outros neurônios como células sensoriais, musculares ou glandulares.
As terminações de um axônio podem estabelecer muitas sinapses simultâneas.
Na maioria das sinapses nervosas, as membranas das células que fazem sinapses estão muito próximas, mas não se tocam. Há um pequeno espaço entre as membranas celulares (o espaço sináptico ou fenda sináptica).
Quando os impulsos nervosos atingem as extremidades do axônio da célula pré-sináptica, ocorre liberação, nos espaços sinápticos, de substâncias químicas denominadas neurotransmissores ou mediadores químicos, que tem a capacidade de se combinar com receptores presentes na membrana das célula pós-sináptica, desencadeando o impulso nervoso. Esse tipo de sinapse, por envolver a participação de mediadores químicos, é chamado sinapse química.
Os cientistas já identificaram mais de dez substâncias que atuam como neurotransmissores, como a acetilcolina, a adrenalina (ou epinefrina), a noradrenalina (ou norepinefrina), a dopamina e a serotonina.
Diferentes tipos de sinapses podem ser diferenciados pelo critério de qual parte do neurônio é pós-sináptico em relação ao axônio terminal. Se a membrana pós-sináptica está em um dendrito, a sinapse é chamada axo-dendrítica. Se a membrana pós-sinpática está no corpo celular, a sinapse é chamada axo-somática. Em alguns casos a membrana pós-sináptica está em outro axônio, e essas sinapses são chamadas axo-axônicas. Em determinados neurônios especializados, os dendritos formam, na realidade, sinapses entre si, essas são as chamadas sinapses dendro-dendríticas (BEER; MARK, 2008).

4.1 SINAPSES NEUROMUSCULARES

A ligação entre as terminações axônicas e as células musculares é chamada sinapse neuromuscular e nela ocorre liberação da substância neurotransmissora acetilcolina que estimula a contração muscular.

4.2 SINAPSES ELÉTRICAS

Em alguns tipos de neurônios, o potencial de ação se propaga diretamente do neurônio pré-sináptico para o pós-sináptico, sem intermediação de neurotransmissores. As sinapses elétricas ocorrem no sistema nervoso central, atuando na sincronização de certos movimentos rápidos.
Neste tipo de sinapse as células possuem um intimo contato através junções abertas ou do tipo gap que permite o livre transito de íons de uma membrana a outra, desta maneira o potencial de ação passa de uma célula para outra muito mais rápido que na sinapse química não podendo ser bloqueado. Ocorre em músculo liso e cardíaco, onde a contração ocorre por um todo em todos os sentidos.   

4.3 SINAPSES QUÍMICAS

Acontece quando o potencial de ação, ou seja, impulso é transmitido através mensageiro químico, ou seja, neurotransmissores, que se liga a um receptor (proteína), na membrana pós-sinaptica, o impulso é transmitido em uma única direção, podendo ser bloqueado e em comparação com sinapse elétricas a sinapse química é muito mais lenta. Quase todas as sinapses do SNC são químicas.
Exemplo de neurotransmissores liberados nas sinapses químicas:

•    Histamina
•    Acetilcolina

4.3.1 Funcionamento de uma Sinapse Química

Na sinapse química o potencial de ação que está se movendo em ambos os lados na membrana quando chega na região adjacente a fenda sináptica, onde se encontram muitos canais de cálcio que através da despolarização da membrana se abrem liberando cálcio para dentro da célula. Este influxo de cálcio nas imediações da membrana pré sinaptica, causará por atração iônica o movimento das vesículas com neurotransmissores na direção da
membrana pré sinaptica onde os neurotransmissores serão liberados na fenda sinaptica por exocitose. Na membrana pós sinaptica existe um grande número de proteínas receptoras de neurotransmissores, estes receptores são canais iônicos permeavéis ao sódio (impulso excitatório) e cloreto (impulso inibitório).
Se os neurotransmissores ligarem-se aos canais iônicos permeáveis ao sódio, causará o influxo de sódio para dentro da célula o que consequentemente desencadeara um potencial de ação nesta célula. Se o neurotransmissor se liga a canais iônicos permeáveis ao cloreto, o que causa o influxo de cloreto para dentro da célula, o cloreto sendo um anion, não deixará que a célula gere um potencial de ação, ou seja, impulso inibitório.

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Figura 2:  http://www.fisiologia.kit.net/fisio/pa/5.htm

4.3.2 Fases de Liberação de um neurotransmissor

• Despolarização
• Entrada de cálcio no botão sinaptico
• Cálcio se liga aos sítios de liberação da membrana pré-sinaptica
• Exocitose da vesícula com neurotransmissores
• Receptores deixam os neurotransmissores passarem
• Reciclagem das vesículas com neurotransmissores
• Remoção do neurotransmissores do botão sinaptico
-Difusão   
-Destruição enzimática
-Transporte ativo para terminação pré-sinaptica

4.3.3 Sinapse Excitatória

Sinapse excitatórias são aquelas onde a membrana pós-sináptica é despolarizada, como por exemplo, as sinapses entre neurônios motores e músculos esqueléticos, (EPSP). Isso acontece quando o efeito líquido da liberação do transmissor é para despolarizar a membrana, levando-o a um valor mais próximo do limiar elétrico para disparar um potencial de ação. Esse efeito  é tipicamente mediado pela abertura dos canais da membrana (tipos de poros que atravessam as membranas celulares para os íons cálcio e potássio (BEER & MARK, 2008).
Se houver em qualquer momento, um grau mais elevado de excitação do que de inibiçao do neurônio, entao dize-se que há um estado exitatório.
Há três diferentes tipos de neurônios aos niveis variáveis do estado excitatório; neurônio 1 tem baixo limiar de excitação, enquanto o neurônio 3 tem nível alto, enquanto o neurônio 2 observa-se que tem um nível de frequência máxima de carga enquanto o neurônio 3 tem a frenquência maxima mais alta.
Tem diferentes respostas de limiar de excitação com descarga altas amplas e diferentes pode-se facilmente  compreende a importância da existência dos neurônios de características de respostas para desempenha funções extremamentes variáveis do sistema nervoso.

4.3.3.1 Bases iônicas do PPSE
Quando transmissores que exercem um efeito excitatório caem na fenda sináptica e se ligam a receptores pós-sinápticos, eles causam a abertura de inúmeros canais iônicos encrustrados na membrana pós-sináptica. Os axônios tipicamente possuem canais iônicos de Na e K, enquanto o corpo celular, dendritos e terminações axonais possuem um grande número de canais químicos diferentes. O tipo de resposta obtido por um transmissor depende do tipo de canal associado que é ativado por ele. A produção de PPSEs por acetilcolina nas sinapses nicotínicas onde a acetilcolina é um transmissor excitatório é um bom exemplo destes mecanismos. Quando a acetilcolina se liga a receptores nicotínicos, canais iônicos são abertos permitindo a passagem de Na e outros pequenos cátions. Na passagem para a célula por um gradiente elétrico e de concentração e um PPSE é produzido. No entanto, a área na qual este influxo de Na ocorre é tão pequena que não ocorre despolarização da membrana toda. Quando mais botões sinápticos estão ativados, mais Na entra na célula, o potencial de despolarização aumenta. Quando o influxo de Na atinge o nível suficiente, resulta em um potencial de ação. O efeito excitatório da acetilcolina dependerá portanto da estimulação de um número suficiente de terminações para causar despolarização da membrana. PPSEs como estes também podem ser obtidos através do fechamento de canais de K. Algumas vezes o estímulo de fibras pré-sinápticas pode desencadear uma resposta de hiperpolarização pós-sináptica nos neurônios motores espinais. Esta resposta geralmente começa 1 - 1.25ms após o estímulo aferente entrar na medula, atinge o pico máximo após 1.5 a 2ms, e declina exponencialmente com uma constante de tempo de cerca de 3ms. Durante este potencial de hiperpolarização, a excitabilidade do neurônio a outro estímulos está diminuída. Este é o IPSP (potencial inibitório pós-sináptico). Somações temporais e espaciais de IPSPs podem ocorrer.

4.3.4 Sinapse inibitória

O PPSI é frequentemente determinado por um aumento localizado da permeabilidade da membrana ao Cl. Quando um botão sináptico inibitório é ativado, o transmissor liberado na fenda ativa a abertura de canais de cloro na área da membrana pós-sináptica próxima ao botão. A carga negativa é transferida para dentro de célula e o potencial de membrana aumenta. Este fenômeno é bastante rápido e o retorno à condição de base é rapidamente restaurado. A diminuição da excitabilidade do neurônio durante o PPSI faz com que uma quantidade maior de PPSEs sejam necessárias para causar despolarização. PPSIstambem podem ser obtidos por abertura dos canais de K na célula pós-sináptica, bem como através do fechamento de canais iônicos de Na e Ca.
Estímulo de certas fibras sensoriais pode produzir PPSEs em alguns neurônios e PPSIs em outros. Em vias inibitórias, um único neurônio está inserido entre a raíz aferente dorsal e o neurônio eferente ventral. Este neurônio especial, chamado neurônio de Golgi, é curto e possui um axônio grosso. Seu transmissor sináptico é a glicina e, quando este aminoácido é secretado do botão sináptico para os dendritos proximais do neurônio pós-sináptico, um PPSI é produzido. Assim, o impulso aferente excitatório é transformado em inibitório pelo inerneurônio.
Além de PPSE e PPSE descritos, potenciais lentos excitatórios e inibitórios tem sido descritos nos gânglios autonômicos, músculo cardíaco e músculo liso, e neurônios corticais. Estes potenciais lentos tem uma latência de 100-500ms e duram vários segundos. Estes potenciais excitatórios lentos são devidos à uma diminuição da condutância de K, enquanto os inibitórios se devem a um aumento na condutância de K.

4.3.5 Soma de estímulos

Cada neurônio "decide" se irá ou não gerar um potencial de ação após somar todos os estímulos que recebe (excitatórios e inibitórios), e é este o mecanismo que permite a integração de informação que apenas o tecido nervoso consegue obter. Cada neurônio pode receber até 1000 estímulos sinápticos, mas apenas produz uma resposta, um potencial de ação formado no seu axónio.
Na maioria dos neurônios, a região de "tomada de decisão" está localizada no corpo celular, junto à base do axónio, local não isolado por células da Glia e extremamente rica em canais iónicos controlados eletricamente. Assim, se a soma de todos os estímulos sinápticos recebidos pela célula atingirem este local e causarem uma diferença de potencial suficiente para causar a despolarização da membrana, o axónio dispara um potencial de ação.
Se a soma dos impulsos (I) (I1 + I2 + I3 + I4 +.....) for maior que o potencial limiar,  ocorre a geração de um potencial de ação a partir do cone de implantação, caso contrário, não ocorre o potencial de ação.
A  "soma" de estímulos pode ser espacial ou temporal.
A somação espacial ocorre quando  vários potenciais pós sinápticos excitatórios (PPSis) chegam ao cone de implantação axonal simultaneamente, resultando a adição de estímulos de sinapses localizadas em diversos locais da célula pós-sináptica.
A somação temporal significa que os potenciais pós sinápticos, criado em uma rápida sucessão na mesma sinapse podes ser somados, temdo como resultado a adição de estímulos  em rápida sequência.

5 DOENÇAS CAUSADAS POR ALTERAÇÕES NO SISTEMA NERVOSO

6 ESCLEROSE MÚLTIPLA


A Esclerose Múltipla é uma doença inflamatória crônica bastante rara que acomete, em geral, indivíduos jovens e provoca dificuldades motoras e sensitivas que comprometem muito a qualidade de vida de seus portadores. Não se conhecem ainda as reais causas da doença. Sabe-se, porém, que sua evolução difere de uma pessoa para outra e que é mais comum em mulheres e em indivíduos de pele branca. A característica mais importante da esclerose múltipla é a imprevisibilidade dos surtos. O diagnóstico é basicamente clínico, mas já existem exames laboratoriais e de imagem que ajudam a confirmá-lo e a acompanhar a evolução da doença (Callegaro; 2011).

a) Sequelas
Os pacientes referem problemas visuais, distúrbios da linguagem, da marcha, do equilíbrio, da força, fraqueza transitória no início da doença, em uma ou mais extremidades, dormências, com períodos às vezes de melhoras e pioras, sendo que quando predomina na medula, as manifestações motoras, sensitivas e esfincterianas se encontram geralmente presentes, existindo raramente dor (ASPESI; 2011).
A evolução é imprevisível e muito variada. No início podem haver períodos longos de meses ou anos entre um episódio ou outro, mas os intervalos tendem a diminuir e eventualmente ocorre a incapacitação progressiva e permanente. Alguns pacientes se tornam rapidamente incapacitados. Quando a doença se apresefta na meia-idada a prog~essão é rápida e sem melhoras e às vezes fatal em apenas um ano.

5.2 EPILEPSIA


Transtorno caracterizado por ataques curtos, recorrentes e periódicos de disfunção motora, sensitiva ou psicológica, quase nunca afetando a inteligência. Inicia-se por descargas elétricas sincrônicas anormais de milhões de neurônios  no encéfalo de disfunção motora (TORTORA, 2006).
a) Sequelas
Qualquer lesão no cérebro pode causar epilepsia, incluindo seqüelas de infecções, trauma de crânio, anóxia (falta de oxigênio), tumores, distúrbios vasculares e distúrbios da formação do cérebro (GUERREIRO, 2011).

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Analisando as pesquisas pode-se observar que uma das funções mais importantes do SN é o processamento da informação que chega a ele, de modo que ocorra respostas mentais e motoras apropriadas. Mais de 99% de toda informação sensorial é descartada pelo cérebro... Por tanto conclui-se que sinapse é o ponto de contato entre um neurônio e o seu vizinho - um local próprio para a transmissão de sinais. Na sinapse, um neurônio (o pré-sináptico) libera neurotransmissores, que viajam pelo meio intercelulares, até os receptores sinápticos do neurônio seguinte (o pós-sináptico), desencadeando um potencial de ação no segundo neurônio. Os receptores são, na verdade, proteínas situadas na membrana celular do neurônio, que interagem com o neurot~ansmissgr, provkcando uma alteração conformacional em algumas regiões da membrana (como canais de sódio ou cloro). Isto produz uma polarização ou despolarização da membrana celular deste neurônio - é o impulso elétrico gerado por uma sinapse química.
As sinapses são dividas em elétricas em químicas, no qual neste trabalho foi descrita as sinapses químicas que se dividem em excitatória e inibitória que tem cada uma suas particularidades, que é de suma importância saber que na excitatória ocorre despolarização da membrana e na inibitória ocorre hiperpolarizaçãoda membrana.


REFERÊNCIAS

BEAR, Mark F., Neurociências: desvendando o sistema nervoso. 3ª edição, 2008.

GUYTON, ARTHUR C.; JHON E. HALL, Ph. D. Tratado de fisiologia      medica. 10ª Ed. Rio de Janeiro: Guanabara, 2002

TORTORA, G. J.; GRABOWSKI, S. R. ; Corpo Humano: Fundamentos de Anatomia e Fisiologia, 6ª edição, Porto Alegre, 2006.

CARDOSO, S. H. , PHD, Comunicação entre as células nervosas;  Disponível em: .  Acessado em 20 de fevereiro de 2011.

ASPESI, N. V., Esclerose Múltipla, 2011; ABC da saúde. Disponível em: . Acessado em: 05 de maio de 2011.

GUERREIRO, C.; Epilepsia, 2011. Disponível em: . Acessado em: 05 de maio de 2011.

Disponível em: . Acessado em: 24 de fevereiro de 2011.

Disponível em: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/corpo-humano-sistema-nervoso/sinapses.php. Acessado em 20 de fevereiro de 2011.

FIGURAS:
Figura 1: Fonte: http://www.sobiologia.com.br/figuras/Histologia/sistema_nervoso.jpg&imgrefur
Figura 2: Fonte: http://www.fisiologia.kit.net/fisio/pa/5.htm



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